domingo, 24 de maio de 2020

Polícia identifica estudantes de colégio particular que escreveram mensagens racistas sobre colega



Ndeye Fatou Ndiaye  - Extra - A polícia identificou cinco estudantes do Colégio Franco Brasileiro, em Laranjeiras, na Zona Sul do Rio, que escreveram mensagens racistas, ofendendo uma colega negra, como revelou o jornalista Ancelmo Gois. Eles serão ouvidos na 9ª DP (Catete), que registrou uma ocorrência sobre o caso. Um representante da unidade escolar também foi chamado para prestar depoimento. De acordo com a Polícia Civil, após todos serem ouvidos, o procedimento será encaminhado ao Ministério Público Estadual.
Alvo das ofensas, Ndeye Fatou Ndiaye, de 15 anos, e o pai dela, o professor universitário Mamour Sop Ndiaye, de 45, prestaram depoimento nesta quinta-feira na 9ª DP. Antes disso, Mamour disse que cogita acionar judicialmente o Colégio Franco-Brasileiro e também os alunos responsáveis pelas ofensas. A adolescente - que quer cursar medicina - não está frequentando as aulas on-line. O pai afirmou que pretende tirá-la do colégio.
“Dou dois índios por um africano”, “quanto mais preto, mais preju", “fede a chorume”. Essas foram algumas das mensagens racistas escritas no grupo de WhatsApp para se referir a Fatou. O episódio criminoso repercutiu nas redes sociais e artistas como Taís Araújo e Iza manifestaram solidariedade à adolescente.
A jovem, que entrou no colégio aos 5 anos, contou que descobriu as mensagens através de um amigo que participava do grupo onde elas foram enviadas. Após sair da conversa, o rapaz tirou fotos e encaminhou para a menina.

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