terça-feira, 4 de fevereiro de 2020

PF abre inquérito contra chefe da Secom Wajngarten por corrupção

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Por Ricardo Brito e Lisandra Paraguassu
A Polícia Federal abriu inquérito criminal para investigar o secretário de Comunicação Social da Presidência da República, Fabio Wajngarten, por suspeitas envolvendo sua atuação à frente do cargo, afirmou à Reuters uma fonte com conhecimento direto do caso nesta terça-feira.
A investigação da PF, que ficará a cargo da Superintendência Regional do Distrito Federal, atende a pedido feito pelo Ministério Público Federal em Brasília e vai apurar se ele cometeu os crimes de corrupção passiva, peculato e advocacia administrativa, segundo a fonte.
A suspeita sobre o secretário refere-se a reportagens da Folha de S.Paulo que, entre outros pontos, indicam que ele teria recebido, por meio de uma empresa da qual é sócio, pagamentos de emissoras de TV e agências de publicidade contratadas pelo governo.
O presidente Jair Bolsonaro já defendeu publicamente o secretário, mas admitiu que Wajngarten podia ser investigado.
“O MP recebe uma série de ações diariamente. Olha, vai ser dado o devido despacho por parte do MP. Despachando, desde que tenha um indicativo para investigar, vai ser investigado. Até o momento não vi nada de errado por parte do Fabio”, disse Bolsonaro a jornalistas na semana passada.Procurada, a Secom não respondeu de imediato aos pedidos de comentário sobre a decisão da PF de abrir inquérito.
Anteriormente, em nota, Wajngarten disse que o pedido do MPF à PF era "uma oportunidade para eu provar que não cometi qualquer irregularidade”.
“Não há qualquer relação entre a liberação de verbas publicitárias do governo e os contratos da minha empresa —da qual me afastei conforme a legislação determina— anteriores à minha nomeação para o cargo, como pode ser atestado em cartório”, afirmou, na semana passada.
“Qualquer interpretação afora essa realidade factual é notória perseguição de um veículo de comunicação, que não aceita a nova diretriz da Secom”, acrescentou, afirmando ainda que não aceitará “essa infame agressão à minha reputação pessoal e profissional”. Segundo Wajngarten, "a verdade prevalecerá”.

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