quinta-feira, 30 de janeiro de 2020

Bolsonaro diz que irá anular recondução de ex-assessor que usou avião da FAB



Decisão de anular a nomeação foi anunciada por Bolsonaro no Twitter na manh˜ã desta quinta-feira. (Foto: Sergio Lima / AFP)
O presidente Jair Bolsonaro anunciou que irá anular a nomeação de José Vicente Santini ao cargo de assessor especial de relacionamento externo da Casa Civil. Santini, ex-número 2 da Casa Civil, havia sido reconduzido à pasta após ser exonerado por Bolsonaro do cargo de secretário-executivo ao utilizar um jato da FAB (Força Aérea Brasileira) para uma viagem para a Índia.
É a segunda exoneração de Santini em uma semana. Enquanto esteve no cargo de secretário-executivo da Casa Civil, Santini estava abaixo somente do comandante da pasta, ministro Onyx Lorenzoni (DEM).
A decisão de tornar a nomeação sem efeito foi anunciada em sua conta de Twitter, na manhã desta quinta-feira (30). Segundo Bolsonaro, a anulação será publicada em Diário Oficial, bem como a exoneração do cargo do interino da Casa Civil, e a transferência da Secretaria Especial da PPI (Programa de Parcerias de Investimentos) para o Ministério da Economia.
A recondução de Santini - agora cancelada - ao novo cargo foi a um apelo dos filhos de Bolsonaro: o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), de quem eram amigos de longa data.
No cargo de "número 2" da Casa Civil, de natureza especial, Santini recebia um salário bruto de R$ 17.327,65 mensais. No novo cargo que ocuparia, de categoria DAS 102.6, a remuneração prevista seria de R$ 16.944,90 (R$ 382,75 a menos).
Em Brasília, Santini estudou em colégio militar e conviveu com Eduardo Bolsonaro e Flávio Bolsonaro por ser filho de general do Exército. No governo desde janeiro, Santini participava de churrascos e festas com a família do presidente e fazia questão de divulgá-las em suas redes sociais.
VOO E DEMISSÃO
Santini foi demitido pelo presidente na terça-feira após usar um jato da FAB para uma viagem para a Índia. Bolsonaro considerou “inadmissível” o uso da aeronave em um voo para três servidores.
“O que ele fez não é ilegal, mas é completamente imoral. Ministros antigos foram de avião comercial, classe econômica. Eu mesmo já viajei no passado, não era presidente, para a Ásia toda de classe econômica”, disparou Bolsonaro no Palácio do Alvorada.

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