domingo, 1 de dezembro de 2019

Pastores da Universal em Angola rompem com Edir Macedo e querem expulsão de bispos brasileiros



Igreja Universal do Reino de Deus iniciou suas operações em Angola em 1992. Foto: Divulgação/Iurd
Pastores da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) em Angola anunciaram ruptura com o fundador, bispo Edir Macedo, e com o restante da liderança brasileira da igreja.
Religiosos o acusam de desviar recursos para o exterior, discriminar funcionários locais e de promover a esterilização de sacerdotes africanos.
Em uma ação inédita, pastores da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd) em Angola anunciaram uma ruptura com o fundador, bispo Edir Macedo, e com o restante da liderança brasileira da igreja. A informação é da BBC News Brasil, segundo a qual eles o acusam de desviar recursos para o exterior, discriminar funcionários locais e de promover a esterilização de sacerdotes africanos.
Na última quinta (28), em comunicado divulgado pela imprensa angolana, os pastores — que dizem ter o apoio de 330 pastores e bispos angolanos da Universal — exigem que líderes brasileiros da instituição deixem "o território nacional dentro dos prazos estabelecidos pelas autoridades migratórias" para que a igreja passe a ser "liderada exclusivamente por angolanos".
O cisma põe em xeque a sobrevivência da Iurd em um de seus principais palcos no exterior é registrado poucas semanas após a Universal ser ameaçada de expulsão em outro país africano, São Tomé e Príncipe, onde também era acusada de privilegiar pastores brasileiros e forçar pastores locais a realizar vasectomias.
A Universal negou, em nota, que tenha havido ruptura em Angola. O grupo disse ainda que a igreja é vítima de uma "rede de mentiras arquitetada por ex-pastores desvinculados da instituição por desvio moral, e de condutas até criminosas com o único objetivo de terem sua ganância saciada".
A igreja iniciou em 1992 suas operações em Angola, ex-colônia portuguesa no oeste africano com cerca de 30 milhões de habitantes. Abriu mais de 230 templos no país, desde então. A igreja diz ter como fiéis 2,7% da população angolana.
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