sábado, 9 de novembro de 2019

Recolhimento de animais mortos foi tema de reunião técnica

A coleta dos animais mortos nas propriedades rurais e sua adequada destinação, com a reativação do Projeto Recolhe, foi o foco da reunião técnica que ocorreu nesta sexta-feira, dia 8, em Concórdia. Participam da reunião a empresa habilitada ao projeto, agroindústrias, agricultores, Cidasc, governo estadual e prefeituras, além do deputado estadual Mauro de Nadal (MDB), representando a bancada do Oeste da Assembleia Legislativa. Da Embrapa, participam o chefe adjunto de Transferência de Tecnologia, Marcelo Miele, o pesquisador Everton Krabbe, líder do projeto TEC-DAM, e o técnico Idair Piccinin.
Ainda no primeiro semestre, a empresa que fazia o recolhimento das carcaças encerrou as atividades alegando falta de regulamentação da atividade pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.
No mês passado, os processos de recolhimento, transporte, processamento e destinação de animais mortos e resíduos da produção pecuária como alternativa para eliminação nas propriedades rurais foram regulamentados pelo Mapa, que publicou a Instrução Normativa 48/2019. As normas definem desde o recolhimento até a destinação final contando com a contribuição da cadeia produtiva, dos órgãos estaduais de defesa agropecuária, de universidades, bem como os estudos científicos da Embrapa Suínos e Aves, que integrou o Grupo de Trabalho para a elaboração da normativa. Todo o trabalho de pesquisa foi executado por meio do projeto Tecnologias para Destinação de Animais Mortos (TEC-DAM), iniciado em janeiro de 2015.
A normatização do recolhimento dos animais mortos nas propriedades foi baseada no trabalho de análise de riscos, de caracterização das farinhas e de definição dos critérios mínimos de biosseguridade nas granjas liderado por pesquisadores, que identificaram cenários e avaliaram as rotas e as questões de biossegurança.
Um dos objetivos da reunião, que também ocorreu em Maravilha (SC), no período da tarde, foi encontrar uma forma de dividir os custos para todas as partes envolvidas. Para que a discussão pudesse avançar, o representante legal da empresa CBRASA, Edson Argenton, apresentou dados de um ano de funcionamento do Projeto Recolhe, que foi piloto para a efetivação da normativa e que possibilitou as avaliações e pesquisas da Embrapa neste tema.
O trabalho de pesquisa da Embrapa neste tema pode ser acessado no portal www.embrapa.br/suinos-e-aves/tec-dam.

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