quinta-feira, 29 de agosto de 2019

Suspeito da prática de “agiotagem” é autuado pela Polícia Civil em Pacatuba



Policiais civis da Delegacia Metropolitana de Maracanaú capturaram um homem de 39 anos suspeito de infringir a Lei de Crimes contra a Economia Popular, com uma prática delituosa conhecida popularmente como “agiotagem”. O suspeito foi detido, na tarde dessa quarta-feira (28), no bairro Jereissati II, em Pacatuba, Área Integrada de Segurança 12 (AIS 12). Mais de 40 cartões com nomes de terceiros foram apreendidos com o suspeito e na residência dele, no bairro Alvorada, em Pacatuba (AIS 12). A Polícia Civil acredita que os cartões que estavam em poder do homem eram a garantia dos pagamentos.
Com base nas apurações conduzidas pelos policiais civis da Metropolitana de Maracanaú, o homem emprestava dinheiro a juros que violam as práticas permitidas pela legislação brasileira. Além disso, o suspeito também fazia ameaças às pessoas que contraiam os empréstimos com ele e atrasavam o pagamento. Fato negado pelo suspeito em depoimento.
O homem foi flagrado em via pública com alguns cartões magnéticos, inclusive cartões de concessão de benefícios do Governo Federal, como o Bolsa Família, bem como a quantia de R$ 330,00. Diante da situação, os agentes conduziram o suspeito para a residência dele, em Pacatuba, para verificar se lá também haveria cartões e outros objetos de procedência duvidosa.
Chegando ao imóvel, os policiais encontraram mais cartões e alguns cadernos com registro da movimentação financeira do infrator, além de extratos bancários de pessoas diversas e a quantia de R$ 470,00. Diante das circunstâncias, o homem, que não tinha antecedentes criminais, foi conduzido para a Delegacia Metropolitana de Maracanaú para prestar esclarecimentos.
Após o suspeito ser ouvido, foi lavrado um Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) com base no artigo 4º da lei nº 1.521/1951 (Lei de Crimes contra a Economia Popular) em desfavor dele. A Polícia Civil mantém as apurações para saber se há algum idoso entre as vítimas. Caso seja comprovada a existência de vítima acima dos 60 anos, o homem poderá responder a crimes previstos no Estatuto do Idoso.

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