segunda-feira, 15 de julho de 2019

Polícia Civil realiza operação, prende armeiro e apreende 35 armas em Fortaleza


Uma operação integrada realizada pela Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE), por meio do Departamento de Polícia do Interior Sul (DPI Sul), da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) e da Delegacia Municipal de Parambu, nessa quinta-feira (11), resultou na maior apreensão de armas realizada este ano no Ceará. A PCCE apreendeu 35 armas, sendo quatro fuzis, três pistolas, duas carabinas, sete revólveres, sete espingardas e 12 carabinas, e mais cerca de 400 munições e 14 lunetas. A apreensão ocorreu em uma residência, no bairro Luciano Cavalcante, na Área Integrada de Segurança 10 (AIS 10), de Fortaleza.A ação foi realizada após um cumprimento de mandado de busca e apreensão em uma residência, no bairro Luciano Cavalcante. Na ocasião, um homem de 63 anos, que se identificou como armeiro (responsável por conserto e conservação de armas), foi preso. As investigações apontam que o local funcionava como uma oficina de manutenção de armas, porém estava em desconformidade com a lei. As armas e todo o material que estavam no local foram apreendidos.


O homem foi autuado em flagrante por posse ilegal de arma de fogo de uso permitido e de uso restrito, além de crime de contrabando e descaminho. A Polícia Civil mantém as investigações para identificar a origem e os proprietários das armas apreendidas.


Conforme a lei 10.826/2003 – que dispõe sobre registro, posse e comercialização de armas de fogo e munição – em seu artigo 17, adquirir, alugar, receber, transportar, conduzir, ocultar, ter em depósito, desmontar, montar, remontar, adulterar, vender, expor à venda, ou de qualquer forma utilizar, em proveito próprio ou alheio, no exercício de atividade comercial ou industrial, arma de fogo, acessório ou munição, sem autorização ou em desacordo com determinação legal ou regulamentar é crime com pena prevista de quatro a oito anos de prisão, além de multa. O artigo prevê ainda, em parágrafo único, que equipara-se à atividade comercial ou industrial, para efeito deste artigo, qualquer forma de prestação de serviços, fabricação ou comércio irregular ou clandestino, inclusive o exercido em residência.
*Devido às investigações que estão em andamento, a Polícia Civil não revelará o nome do preso para não comprometer o trabalho policial.

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