sábado, 20 de abril de 2019

Presidente da Câmara de Pentecoste e primeira-dama são presos em operação da PCCE e do MPCE



A Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) participou, na manhã desta quarta-feira (17), da segunda fase da operação “Caixa 2”, coordenada pelo Ministério Público do Estado do Ceará (MPCE). A partir da nova fase da operação, foram presos preventivamente o vereador presidente da Câmara Municipal de Pentecoste, Pedro Helmano Pinho Cardoso; a mãe dele que também é ouvidora municipal, Maria Clara Rodrigues Pinho; e a primeira-dama daquele município, Maria Clemilda Pinho de Sousa.
Foram empregados dez policiais civis das Delegacias Municipais de Pentecoste e Paracuru. Os mandados de prisão foram cumpridos na Câmara Municipal, durante a sessão, em que se encontravam Pedro Helmano e Maria Clara, e na residência da investigada Maria Clemilda.
A prisão preventiva de Pedro Helmano e as prisões domiciliares integrais com uso de tornozeleira eletrônica, em face de Maria Clara e Maria Clemilda, foram decretadas pelo juiz de Direito, Caio Lima Barroso. O magistrado renovou, ainda, o afastamento dos investigados de suas funções públicas por tempo indeterminado. A operação desarticulou uma associação criminosa que angariou vultosas quantias para financiamento de campanha eleitoral do ano de 2016, no município de Pentecoste.
O grupo criminoso contava com a participação do atual prefeito, João Bosco Pessoa Tabosa; da primeira-dama, Maria Clemilda; e do presidente da Câmara Municipal, que também é sobrinho do prefeito; Pedro Helmano. A associação criminosa familiar contava com a ajuda de Maria da Conceição Domingos Sousa, seu marido Moisés da Silva Gomes, ambos familiares do prefeito João Bosco, e de dois funcionários do Banco do Brasil do município. O bando realizou ainda uma série de estelionatos contra idosos, contraindo empréstimos e adiantamentos de 13º salários sem autorização das vítimas.
As medidas cautelares foram interpostas em razão dos diversos embaraços realizados pelos investigados, com o intuito de frustrar a investigação criminal, utilizando-se de seus cargos para obstruir a Justiça. A medida direcionada a Pedro Helmano foi mais gravosa, pois além de praticar o crime de estelionato contra idosos, ele ainda inseriu Maria da Conceição, vulgo “Çãozinha”, nos quadros da Câmara Municipal, como funcionária fantasma. Mesmo sem comparecer nenhum dia ao órgão, “Cãozinha” continuava a receber salário.
Pedro Helmano e Clemilda de Sousa ajudaram na fuga de Maria Conceição para Fortaleza e lhes pagavam uma mesada para que a criminosa se sustentasse na Capital. Durante investigações, foram captados vídeos que demonstram a prática de entregar dinheiro por Pedro Helmano, e sua mãe, Maria Clara.
O material foi captado por Maria Conceição e por seu companheiro Moisés, no ato do recebimento das quantias. Algumas medidas cautelares interpostas pelo Ministério Público em face do prefeito João Bosco foram indeferidas pelo juiz, por este entender que não foram realizadas durante a gestão. O MPCE analisa a possibilidade de recurso.
*Com informações do Ministério Público do Estado do Ceará

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