quarta-feira, 9 de janeiro de 2019


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Portugal Digital com Agência Brasil - Caso Queiroz/Bolsonaro: Mulher e filhas de ex-assessor de Flávio Bolsonaro não comparecem ao Ministério Público

As filhas e a mulher do ex-policial militar e ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz, que trabalhou para Flávio Bolsonaro, filho do presidente Jair Bolsonaro, não compareceram ao Ministério Público Estadual do Rio de Janeiro (MPRJ), para prestarem depoimento.
A mulher e filhas de Fabrício Queiroz justificaram o não comparecimento com ida a São Paulo para acompanharem a convalescença do ex-assessor que que foi submetido a uma cirurgia. A informação foi prestada pela defesa de Queiroz ao MPRJ, segundo nota distribuída à imprensa pelo órgão.“O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro informa que os depoimentos de Nathália Melo de Queiroz e Evelyn Melo de Queiroz, filhas de Fabrício Queiroz, e de sua companheira Márcia Oliveira de Aguiar, não ocorreram nesta terça-feira”, diz a nota oficial do MPRJ.O documento acrescenta que: “De acordo com a defesa, ‘todas mudaram-se temporariamente para cidade de São Paulo onde devem permanecer por tempo indeterminado e até o final do tratamento médico e quimioterápico necessários, uma vez que, como é cediço, seu estado de saúde demandará total apoio familiar’”.

Cirurgia
No último dia 1º, Queiroz se submeteu a uma cirurgia no Hospital Albert Einstein, em São Paulo. Segundo a instituição, ele teve alta no começo da tarde de hoje. O ex-assessor estava hospitalizado desde o dia 30 de dezembro.
O nome de Fabrício Queiroz consta em um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeira (Coaf) que aponta uma movimentação atípica de R$ 1,2 milhão em uma conta em nome do ex-assessor. O relatório integrou a investigação da Operação Furna da Onça, desdobramento da Lava Jato no Rio de Janeiro, que prendeu deputados estaduais no início de novembro.
O relatório também identificou um depósito de Queiroz no valor de R$ 24 mil na conta bancária de Michelle Bolsonaro, mulher de Jair Bolsonaro. O presidente afirmou em declaração pública que o valor se referia a um empréstimo feito a Queiroz.
Queiroz trabalhou no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro (PSL), senador eleito pelo Rio de Janeiro. O parlamentar disse que somente Queiroz pode se pronunciar sobre as transferências bancárias.
Até o momento, nem Fabrício Queiroz, nem a mulher, nem as filhas, também envolvidas nas movimentações financeiras “atípicas”, nem o senador eleito Flávio Bolsonaro, deram explicações à Justiça

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