segunda-feira, 8 de outubro de 2018

Moa do Katendê vive em nossa resistência contra o fascismo, afirma vereador Hilton Coelho (PSOL)


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O mestre de capoeira e compositor Romualdo Rosário da Costa, 63 anos, conhecido como Moa do Katendê, “foi morto a facadas na noite deste domingo, 7, após uma discussão política no Bar do João, na comunidade do Dique Pequeno, no Engenho Velho de Brotas, em Salvador, vítima letal do fascismo que mostra sua face assassina em nossa terra. Mestre Moa aguerrido defensor da cultura e do povo negro, sempre a frente pela qualidade de vida da população mais pobre e desfavorecida fará muita falta à nossa luta e nossa melhor e maior homenagem é manter a luta e a resistência”, afirma o legislador.
“Foi vítima de um assassino frio que não sabe usar a força dos argumentos políticos e só sabe usar os argumentos da força. Após ser contestado pelo Mestre Moa do Katendê, o eleitor de Jair Bolsonaro foi a sua casa e retornou com uma facada e covardemente o atingiu com 12 facadas nas costas. Lamentável ver uma amostra do que a ignorância e a cegueira política são capazes”, destaca Hilton Coelho, deputado estadual eleito nas eleições do dia 07. Paulo Sérgio Ferreira Santana, de 36 anos, confessou o crime e foi apresentado na Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), na Pituba.
“A Bahia e o Brasil perdem um democrata, um defensor da cultura popular, Mestre de Capoeira, da música, da dança, da arte marcial e da confecção de instrumentos. Viajou o mundo levando a cultura da Bahia por onde passou. Fundador do Afoxé Badauê, querido pela comunidade, realizador de inúmeros trabalhos sociais com adultos e crianças. Morreu por dizer que votou em Fernando Haddad e classificar como um retrocesso o voto em Bolsonaro. Basta! Vamos continuar a resistência de Mestre Moa do Katendê e impedir a vitória do fascismo em nosso Brasil”, conclui Hilton Coelho.

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